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Miniaturas de F-1 – Brabham BT52 12, Dezembro 2007

Posted by trocandoemmiudos in Fórmula 1, Miniaturas.
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Brabham BT52

Para minha primeira postagem sobre miniaturas de F-1 escolho o meu carro preferido, o Brabham BT-52. Em minha opinião o mais belo de todos os carros de F-1, com formas ousadas, pintura belíssima, motor BMW Turbo de absurda potência, projetado pelo mago Gordon Murray e pilotado por ninguém menos que o grande Nelson Piquet. Este foi o último carro da equipe a conquistar um título mundial na Formula 1  e o primeiro com um carro equipado com motor turbo a vencer o mundial.

Quando se decidiu a proibição do efeito solo para a temporada de 1983, Gordon Murray já tinha o Brabham BT51 preparado e melhorado e pronto para aquele ano. Mas novas regras do regulamento vieram destruir todo o trabalho  e Murray se viu obrigado a criar um novo modelo. Assim, seguindo as novas normas técnicas, nascia o Brabham BT52 equipado com motor BMW Turbo. Com a obrigatoriedade do fundo plano, que acabava com o chamado “efeito solo”, as laterais do carro ficaram bastante recuadas e a forma do spoiler dianteiro fazia com que o Brabham BT52, visto de cima, se assemelhasse a uma flecha. Outra das características do BT52 era o depósito de combustível de reduzidas dimensões porque Murray tinha estudado a utilização ro reabastecimento, como estratégia de corrida. Isto permitia que o carro estivesse mais leve durante a corrida e a utilização de pneus de compostos mais aderentes e macios. Surgia, com a dupla Piquet e Murray, aquilo que Michael Schumacher elevou à excelência na F-1: a estratégia de pit stops como meio de vencer corridas e campeonatos.

No meio da temporada de 1983 (no GP da Grã-Bretanha), o BT52 passou por modificações e melhorias passando a ser chamando de BT52B, que obteve melhores resultados do que a versão inicial. As diferenças não era visíveis externamente sendo a distinção feita pelas cores que era invertidas no BT52B, isto é, onde era azul no BT52 passava a branco no BT52B e onde era branco no BT52 passava a um azul mais escuro no BT52B. Os pilotos do Brabham BT52 e sua variação BT52B, no ano de 1983, foram Nelson Piquet e Riccardo Patrese.

A miniatura da foto é da marca Minichamps, em escala 1/43 e tem como piloto o tri-campeão Nelson Piquet. A fidelidade do modelo impressiona!

 

Breve História da Equipe Brabham

A Brabham Racing Organization foi uma equipe fundada em 1961 pelo então bi-campeão mundial de Fórmula-1 Jack Brabham em sociedade com Ron Tauranac.

Àquela época havia sido imposta uma limitação na Fórmula 1 de 1500 cilindradas para os motores o que não foi bom para Brabham, porquanto ela não venceu nenhuma corrida com aquele modelo de carro, só vindo a conquistar o primeiro Grande Prêmio em 1964 com Dan Gurney. Em 1966 os motores voltaram a ser de 3000 cilindradas e Brabham com um Repco-Brabham venceu o campeonato novamente, sagrando-se o único campeão mundial pilotando um carro construído por ele mesmo.

Em 1967 o título veio com seu companheiro de equipe Denny Hulme. Em 1970 o fundador da equipe se aposentou. Logo após parou completamente com as corridas, vendeu sua equipe para a Tauranac e voltou para a Austrália.

Em 1972 Bernie Ecclestone, o todo poderoso a F-1 atual, adquiriu a equipe e trouxe um novo engenheiro para o time, o sul-africano Gordon Murray, que passou a ousar, projetando carros velozes e belos. Em 1981 e 1983 o brasileiro Nelson Piquet venceu seus dois primeiros títulos mundiais correndo pela Brabham, em uma parceria que durou de 1978 a 1985, quando deixou a equipe para correr na Williams. Outros brasileiros a pilotarem carros Brabham foram José Carlos Pace, o Moco, e Wilsinho Fittipaldi, irmão de Emerson.

Outros grandes pilotos passaram pela equipe. Além dos já citados, Jochen Rindt, Jacky Ickx, Graham Hill, Niki Lauda, Carlos Reutemann, Elio de Angelis, e Damon Hill (campeão mundial de 1996), que iniciou sua carreira na Brabham, em 1992.

Ao final da temporada de 1992 a tradicional equipe fechou suas portas, após amargar repetidas temporadas de resultados bem abaixo da história gloriosa do time, deixando na lembrança dos amantes do automobilismo os belos carros dos anos 60 a 80.

Renault confirma Alonso e Nelsinho para 2008 11, Dezembro 2007

Posted by trocandoemmiudos in Fórmula 1.
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A mais importante notícia de hoje no mundo da F-1 foi a definição das vagas de pilotos da equipe Renault, para o mundial de 2008.

Livre de punições por ter se envolvido em mais um caso de espionagem na categoria, a equipe francesa passou a ser a única opção viável para o bi-campeão Fernando Alonso, que deixou a McLaren após grandes controvérsias, escândalos e picaretagens esportivas. As portas de Ferrari, BMW-Sauber, Toyota e Red Bull já haviam se fechado ao asturiano, pelos mais diversos motivos (muito embora quase todos esses times o quisessem em seus stafs).

Restou a Alonso o retorno à antiga casa, com um caminhão de dinheito dos patrocinadores. Será paparicado por Flávio Briatori e terá o status de primeiro piloto.

Alonso, reconhecidamente um líder, capaz de levar uma equipe a grandes conquistas, terá a responsabilidade de reconduzir ao topo o time que lhe proporcionou os campeonatos de pilotos de 2005 e 2006. E sabem o que acho: em médio prazo Alonso volta a brigar por pódios e vitórias, junto com Ferrari, McLaren e BMW-Sauber. Meu paupitômetro indica que, de cara, a Renault briga com BMW-Sauber na primeira metade do campeonato e lutará por lugares no podium na segunda estapa do certame.

Ao lado do bi-campeão, Nelson Ângelo Piquet, garoto reconhecidamente rápido, com sobrenome que impõe respeito e que parece ter conquistado a admiração do staff técnico da equipe, com sua serenidade e capacidade técnica.

Esperemos grande progresso do mais novo brasileiro na categoria. Mas sem o oba-oba que normalmente convém ser alardeado pela imprensa esportiva. Deixem o rapaz crescer com calma, aprendendo com o bi-campeão que terá ao seu lado, tal como aconteceu com seu pai que, após poucas corridas, passou a pilotar ao lado do consagrado Niki Lauda e, com o aprendizado com o mestre austríaco, brigou pelo título já em sua segunda temporada completa.

Para mim, fã incondicional do velho Nelson, será uma grande emoção ver novamente em um carro de F-1 o capacete com as três gotas e a costura de bola de tênis (sim, a pintura do capacete dos Piquet representam uma costura de uma bola de tenis, envolta, por gotas, que representam a “forma aerodinâmica perfeita”).

Trocando em miúdos, a temporada de 2008 promete.

Esperemos, pois. E torçamos pelo sucesso do jovem Piquet, de Massa e, porque não, de Barrichello, que, possivelmente, corre sua última temporada e merece uma despedida adequada à sua carreira vitoriosa.